História

Cem anos não são cem dias e a EMPRESA DE NAVEGAÇÃO MADEIRENSE orgulha-se de ter completado, em 2010, um século de existência.

 

1980-1990’s

 

Assim a partir de 1981, primeiro através de navios fretados e depois com navios próprios, a ENM garante ligações regulares de navios porta contentores entre os portos de Lisboa e Leixões e o do Funchal.
Passaram muitos navios por estas linhas sendo de salientar a saga dos “picos”: “Pico Ruivo”, “Pico Grande”(I) e (II), “Pico Castelo”(I) e (II).

 

Salientemos o “Pico Castelo”(II), ex-Nivi Ittuk (1973) que foi até hoje o maior navio da ENM com os seus 135,10 metros de comprimento e as 7.500 ts de Porte. Este navio tinha sido um navio de apoio às comunidades científicas do Árctico, pelo que possuía excelentes alojamentos, que possibilitaram no final dos anos 90 o regresso ao transporte de passageiros via marítima entre o Continente e a Madeira. A ENM transformou também algumas das suas grandes câmaras frigoríficas em garagens, que em conjunto com uma rampa lateral, possibilitavam o carregamento das viaturas ligeiras em sistema RORO. Infelizmente uma grave avaria do motor principal, numa viagem, sob péssimas condições de tempo, entre o Funchal e Lisboa em Março de 1998, originou a venda do navio.

 

PICO RUIVO

 

A carreira semanal contentorizada Funchal – Lisboa foi assegurada pelo PICO RUIVO de 1983 a 1987.
in Empresa de Navegação Madeirense 1907-2007, Luís Miguel Correia, pág 108, imagem 120.

 

PICO GRANDE

 

Em 1987 o PICO GRANDE passou a fazer a carreira Funchal – Lisboa. O navio serviu a Madeirense até 2000
in Empresa de Navegação Madeirense 1907-2007, Luís Miguel Correia, pág 108, imagem 121.

 

Para substituir o “Pico Castelo”(II) foi fretado o navio “Caroline Schulte” ( 1997 ), acabando este navio, devido às boas provas dadas, por ser adquirido em Dezembro desse mesmo ano de 1998, e passando a chamar-se “Funchalense” (IV).

 

FUNCHALENSE

 

O porta contentores FUNCHALENSE foi adquirido em 1998 para a linha Funchal – Leixões.
in Empresa de Navegação Madeirense 1907-2007, Luís Miguel Correia, pág 115, imagem 132.

 

Outra modificação originada pelo avanço da tecnologia, bem como uma maior exigência com a entrada de Portugal para a Comunidade Europeia, foi a obrigatoriedade do transporte da banana ter de ser a uma temperatura de 12º Celsius. Estas disposições obrigaram a que a Empresa fosse obrigada a usar um navio frigorifico, primeiro durante os meses de Verão e depois durante todo o ano. De 1984 a 1990 foi usado o navio fretado “Walili”.

 

Navio frigorífico WALILI

 

Navio frigorífico WALILI largando do Funchal para Lisboa com bananas
in Empresa de Navegação Madeirense 1907-2007, Luís Miguel Correia, pág 110, imagem 123.

 

A partir de 1991 a Funchal Frio, empresa associada da ENM, adquiriu dois navios frigoríficos: o “Pico Frio”, ex -Tama Rex, e o “Atlas Frio”, ex-Luso Frio, que operaram no mercado até o transporte da banana também passar para contentores frigoríficos.

 

Com o crescimento do mercado, foram aparecendo neste tráfego outros armadores que fizeram com que fosse necessário racionalizar meios para salvaguardar a rentabilidade das empresas. Sem nunca abandonar o mercado de Lisboa, sempre quis a Empresa de Navegação Madeirense assegurar, e privilegiar, as cargas originadas ou destinadas ao Norte do país, através do porto de Leixões, assumindo-o como seu mercado privilegiado. Para se racionalizarem os meios, passaram os navios da ENM a escalarem o porto de Leixões, carregando a carga de Lisboa em “slot spaces” noutros armadores.

 

2000-2010´s




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